Onde histórias atravessam fronteiras
A Casa Europa chega à Festa Literária Internacional de Paraty como um espaço de encontro entre autores, leitores, tradutores, editores, educadores e representantes culturais do Brasil e da Europa.
Mais do que apresentar a produção europeia contemporânea, a Casa Europa propõe um diálogo vivo com o Brasil, celebrando a diversidade de línguas, territórios e experiências que fazem da literatura um lugar de escuta, encontro e descoberta.
Realizada pela Delegação da União Europeia no Brasil, por meio do Programa de Diplomacia Pública da União Europeia, o projeto reforça o compromisso com o intercâmbio cultural e literário entre Brasil e Europa.
3 dias de programação
Mais de 30 autores convidados
Debates, oficinas, encontros editoriais e experiências culturais
Brasil e Europa em diálogo por meio da literatura
Programação
A Casa Europa chega à FLIP 2026 como um espaço de encontro entre autores, leitores, tradutores, editores, educadores e representantes culturais do Brasil e da Europa. Em três dias de programação, a casa convida o público a atravessar fronteiras reais e imaginárias: da literatura infantil às grandes questões do nosso tempo: memória, pertencimento, crise climática, democracia, tradução, guerra, exílio e circulação de histórias. Mais do que uma vitrine da produção europeia contemporânea, a Casa Europa propõe um diálogo vivo com o Brasil, celebrando a diversidade de línguas, territórios e experiências que fazem da literatura um lugar de escuta, encontro e descoberta.
10:00 — Abertura: Sons e Visões da Europa
A Casa Europa abre suas portas com música tradicional irlandesa e uma exposição que apresenta diferentes olhares sobre paisagens, culturas e modos de vida europeus. Um convite sensível e acolhedor para entrar no espírito da casa: um espaço onde imagens, sons e histórias aproximam o público brasileiro da diversidade cultural da Europa.
11:00–12:30 — Leitura infantil + Oficina Histórias que viajam
Português
Com Sueli Menezes (Áustria) e educadora local
De onde vêm as histórias? Para onde elas vão quando atravessam línguas, países e infâncias? Nesta atividade interativa, crianças e famílias são convidadas a descobrir como narrativas viajam pelo mundo e ganham novas formas ao encontrar diferentes culturas. Entre leitura, imaginação e participação, a oficina transforma a literatura em um território compartilhado de criação e pertencimento. Durante a atividade, as crianças também poderão criar desenhos inspirados no universo de fantasia da autora, com possibilidade de seleção para seu novo livro.
14:00–15:00 — A Europa vê o Brasil / O Brasil vê a Europa
Inglês/Português
Com Embaixadores da União Europeia: Marian Schuegraf (UE), Chris Hoornaert (Bélgica), Embaixadora Pavla Havrlíková (República Tcheca) e mediação de Carolina Pavese
Como a Europa olha para o Brasil e como o Brasil enxerga a Europa hoje? Longe dos discursos protocolares, esta conversa abre espaço para uma reflexão franca sobre percepções, influências, expectativas e futuros comuns. Um encontro para pensar cultura, diplomacia e imaginação política a partir das pontes que aproximam os dois lados do Atlântico.
15:30–16:30 — Prêmio da União Europeia para a Literatura: histórias que atravessam fronteiras
Inglês/Português
Com Theis Ørntoft (Dinamarca), Nicoletta Verna (Itália), Piia Leino (Finlândia) com moderação de Tatiany Leite (Brasil)
Quais histórias escritas na Europa hoje conseguem atravessar idiomas, países e leitores? Reunindo autores reconhecidos pelo Prêmio da União Europeia para a Literatura, a mesa mostra como a ficção contemporânea responde a temas urgentes — da crise climática e da memória histórica às tecnologias e ao futuro. Uma conversa sobre tradução, circulação de livros e o poder da literatura de criar conexões inesperadas entre culturas.
17:00–17:45 — Da Europa para a Estante: caminhos para publicar literatura traduzida
Português
Com instituições culturais europeias, incluindo Goethe-Institut e representação da França
Uma sessão direta e prática para quem quer transformar interesse editorial em livros publicados. A atividade apresenta oportunidades de financiamento para tradução oferecidas por instituições culturais europeias, aproximando editoras, tradutores e profissionais do livro de caminhos concretos para ampliar a presença da literatura europeia em português e fortalecer a cooperação literária entre Brasil e União Europeia.
18:00–19:15 — A Travessia das Línguas: tradução, circulação e poder cultural
Inglês/Português
Com Marcelo Paiva de Souza (Polônia-Brasil), Guilherme Braga (Brasil), Mariana Delfini (Brasil - a confirmar) e Marília Garcia (Brasil – a confirmar), com mediação de editora brasileira.
Sem tradução, muitas histórias simplesmente não chegam. Esta mesa propõe olhar a tradução como uma infraestrutura essencial da cultura: o que permite que ideias circulem, que vozes atravessem fronteiras e que leitores encontrem mundos que antes estavam distantes. O debate aborda desigualdades estruturais, diversidade no campo editorial e os impactos da inteligência artificial sobre o futuro da tradução.
23 de julho - quinta-feira
24 de julho - sexta-feira
10:00–11:00 — Leitura infantil — Píppi Meialonga
Português
Uma das personagens mais livres, fortes e irreverentes da literatura infantil europeia chega à Casa Europa em uma leitura dinâmica e participativa. A atividade convida crianças e famílias a entrar no universo brincante de Píppi Meialonga, estimulando imaginação, autonomia e diálogo intercultural a partir de um clássico que segue encantando gerações. Uma leitura dinâmica e participativa dedicada à personagem criada por Astrid Lindgren, com apoio da Embaixada da Suécia.
11:15–12:30 — A Europa que você não vê: histórias de paisagens invisíveis
Português
Com Michelle Gallen (Irlanda), Eliasz Chmiel (Polônia) e Boštjan Videmšek (Eslovênia)
Nem toda Europa cabe nos cartões-postais. Por meio da literatura e da reportagem, esta mesa percorre comunidades rurais, regiões de fronteira, cidades pós-industriais e sociedades marcadas por transformações históricas profundas. A conversa revela uma Europa menos óbvia, feita de memória, resistência e mudança — e justamente por isso essencial para compreender o continente hoje.
14:00–15:30 — Mulheres que Atravessam Mundos: literatura, memória e território
Inglês/Português
Com Ayoko Mensah (Bélgica), Sueli Menezes (Áustria/Brasil), Carmen Stephan (Alemanha) e Paula Macedo Weiss (Brasil/Alemanha)
Entre Brasil, Europa e outras geografias afetivas, esta conversa reúne autoras que transformam deslocamento, memória e imaginação em literatura. A mesa discute como mulheres que atravessam fronteiras de língua, território, corpo e pertencimento, reinventam os mundos que habitam e criam novas formas de narrar lugares, identidades e experiências.
15:30–16:30 — Literatura como território: quem pertence aonde?
Francês/Inglês/Português
Com Eve Guerra (França), Djaimilia Pereira de Almeida (Portugal) e Adriana Ferreira (Brasil)
Uma cidade, uma língua ou uma lembrança podem se tornar uma casa? Esta mesa reúne autoras que escrevem a partir de territórios vividos, herdados ou reinventados — bairros, migrações, memórias familiares, línguas e experiências urbanas. A conversa propõe pensar como a literatura desenha mapas afetivos, reivindica espaços e transforma pertencimento em narrativa.
16:30–17:30 — Escrever contra o esquecimento: memória, infância e ficção
Inglês/Português
Com instituições culturais europeias, incluindo Goethe-Institut e representação da França
Como a ficção pode devolver vida às histórias que o tempo tentou apagar? A partir da obra de Nicoletta Verna, esta conversa investiga as relações entre memória familiar, infância, violência política e herança histórica. Em diálogo com uma autora brasileira, o encontro reflete sobre como a literatura transforma silêncios privados e traumas coletivos em narrativa, revelando as marcas que o passado deixa nos corpos, nas casas e nas gerações seguintes.
18:00–19:00 — Futuros sob pressão: escrever o amanhã em tempos de crise
Inglês/Português
Com Piia Leino (Finlândia), Theis Ørntoft (Dinamarca) e Ana Rüsche (Brasil).
Como imaginar o futuro quando o presente parece tão instável? Reunindo vozes da ficção e da não ficção, esta mesa debate como a literatura responde às grandes pressões do nosso tempo: crise climática, tecnologia, conflitos, fragmentação social e mudanças democráticas. Uma conversa sobre os futuros que inventamos — e sobre o que eles revelam das nossas urgências de agora.
19h30 — A Suécia convida: Noite Europeia de Vozes
Uma noite leve, musical e participativa para celebrar idiomas, canções e repertórios europeus. Em formato de karaokê, a atividade aproxima Estados Membros, autores, convidados e público em uma experiência cultural compartilhada, informal e divertida.
25 de julho - sábado
10:30–11:30 - O que o silêncio esconde: vozes de mulheres, literatura e justiça
Francês/Português
Com Nathacha Appanah (França) e Micheliny Verunschk (Brasil)
Neste diálogo entre duas importantes vozes da literatura contemporânea, Nathacha Appanah e Micheliny Verunschk conversam sobre como a ficção pode revelar histórias marcadas pelo silêncio, pela violência e pelo apagamento. A partir de suas obras, as autoras refletem sobre memória, trauma, colonialidade, violência contra mulheres, infância e os limites da linguagem diante da dor. Entre o Brasil, a ilha Maurício e a Europa, a conversa propõe pensar a literatura como espaço de restituição simbólica: um lugar onde vidas silenciadas podem enfim ser escutadas, imaginadas e reconhecidas.
11:30–12:30 - Entre Patinhos, Sereias e Reinos Distantes: uma oficina com Andersen - Programação Infantil
Português
Autor de histórias que atravessaram gerações, como O Patinho Feio, A Pequena Sereia, A Roupa Nova do Imperador e A Menina dos Fósforos, o dinamarquês Hans Christian Andersen segue encantando leitores de todas as idades. Nesta leitura-oficina, crianças e educadores são convidados a redescobrir seus contos por meio da escuta, da imaginação e de atividades participativas. A partir de temas como identidade, transformação, diferença e coragem, a atividade mostra como histórias clássicas continuam abrindo caminhos para pensar o mundo de hoje.
14:00–15:00 — Lar, exílio e pertencimento: o que faz um lugar ser casa?
Inglês/Português
Com Kamel Daoud (França) e Eduardo Halfon (Espanha), com mediação de Ayoko Mensah (Bélgica)
Casa pode ser um endereço, uma língua, uma memória ou uma história carregada por gerações. Nesta conversa, Kamel Daoud e Eduardo Halfon discutem como a literatura atravessa exílio, deslocamento e busca por raízes, conectando países, histórias e identidades. Uma mesa sobre o que permanece em nós quando mudamos de lugar — e sobre o que a escrita é capaz de reconstruir.
15:30–17:00 — Passaporte do Leitor Europeu
Francês/Inglês/Português
Com Eve Guerra (França), Djaimilia Pereira de Almeida (Portugal) e Adriana Ferreira (Brasil)
Uma experiência participativa para circular pela Casa Europa e descobrir novas vozes da literatura europeia contemporânea. O público será convidado a conhecer obras e autores de diferentes países, criando seu próprio percurso de leitura. A atividade destaca livros de Michelle Gallen (Irlanda), Piia Leino (Finlândia), Boštjan Videmšek (Eslovênia) e Nicoletta Verna (Itália).
17:30–18:30 — Narrar o Fim do Mundo: literatura, jornalismo e testemunho
Inglês/Português
Com Boštjan Videmšek (Eslovênia) e uma autora ou autor brasileiro (a confirmar).
Como narrar crises sem reduzir pessoas e territórios à catástrofe? A partir de experiências em zonas de conflito, rotas migratórias, Amazônia e comunidades afetadas por mudanças ambientais e sociais, esta conversa discute como jornalismo e literatura podem transformar acontecimentos extremos em narrativas humanas.
19:30–21:00 — Ucrânia vista de dentro: Andrei Kurkov em conversa
Inglês/Português
Com Andrei Kurkov (Ucrânia), em conversa com Patrícia Campos Mello (Brasil)
Como a literatura testemunha a vida cotidiana quando a guerra transforma tudo? Nesta conversa, Andrei Kurkov fala sobre a Ucrânia a partir da ficção, dos diários e da experiência vivida, passando pelo humor sombrio e pelo surrealismo de seus romances até seus textos recentes sobre guerra, memória e resistência nacional. Uma entrevista sobre casa, língua, identidade e o papel dos escritores em preservar a experiência humana para além das manchetes.
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