
Onde histórias atravessam fronteiras
A Casa Europa chega à Festa Literária Internacional de Paraty como um espaço de encontro entre autores, leitores, tradutores, editores, educadores e representantes culturais do Brasil e da Europa.
Mais do que apresentar a produção europeia contemporânea, a Casa Europa propõe um diálogo vivo com o Brasil, celebrando a diversidade de línguas, territórios e experiências que fazem da literatura um lugar de escuta, encontro e descoberta.
Realizada pela Delegação da União Europeia no Brasil, por meio do Programa de Diplomacia Pública da União Europeia, o projeto reforça o compromisso com o intercâmbio cultural e literário entre Brasil e Europa.
3 dias de programação
Mais de 30 autores convidados
Debates, oficinas, encontros editoriais e experiências culturais
Brasil e Europa em diálogo por meio da literatura

Programação
A Casa Europa chega à FLIP 2026 como um espaço de encontro entre autores, leitores, tradutores, editores, educadores e representantes culturais do Brasil e da Europa. Em três dias de programação, a casa convida o público a atravessar fronteiras reais e imaginárias: da literatura infantil às grandes questões do nosso tempo: memória, pertencimento, crise climática, democracia, tradução, guerra, exílio e circulação de histórias. Mais do que uma vitrine da produção europeia contemporânea, a Casa Europa propõe um diálogo vivo com o Brasil, celebrando a diversidade de línguas, territórios e experiências que fazem da literatura um lugar de escuta, encontro e descoberta.
10:00 — Abertura: Sons e Visões da Europa
A Casa Europa abre suas portas com música tradicional irlandesa e uma exposição que apresenta diferentes olhares sobre paisagens, culturas e modos de vida europeus. Um convite sensível e acolhedor para entrar no espírito da casa: um espaço onde imagens, sons e histórias aproximam o público brasileiro da diversidade cultural da Europa.
11:00–12:30 — Leitura infantil + Oficina Histórias que viajam
Português
Com Sueli Menezes (Áustria) e educadora local
De onde vêm as histórias? Para onde elas vão quando atravessam línguas, países e infâncias? Nesta atividade interativa, crianças e famílias são convidadas a descobrir como narrativas viajam pelo mundo e ganham novas formas ao encontrar diferentes culturas. Entre leitura, imaginação e participação, a oficina transforma a literatura em um território compartilhado de criação e pertencimento. Durante a atividade, as crianças também poderão criar desenhos inspirados no universo de fantasia da autora, com possibilidade de seleção para seu novo livro.
14:00–15:00 — A Europa vê o Brasil / O Brasil vê a Europa
Inglês/Português
Com Embaixadores da União Europeia: Marian Schuegraf (UE), Chris Hoornaert (Bélgica), Embaixadora Pavla Havrlíková (República Tcheca) e mediação de Carolina Pavese
Como a Europa olha para o Brasil e como o Brasil enxerga a Europa hoje? Longe dos discursos protocolares, esta conversa abre espaço para uma reflexão franca sobre percepções, influências, expectativas e futuros comuns. Um encontro para pensar cultura, diplomacia e imaginação política a partir das pontes que aproximam os dois lados do Atlântico.
15:30–16:30 — Prêmio da União Europeia para a Literatura: histórias que atravessam fronteiras
Inglês/Italiano/Português
Com Theis Ørntoft (Dinamarca), Nicoletta Verna (Itália), Piia Leino (Finlândia) com moderação de Tatiany Leite (Brasil)
Quais histórias escritas na Europa hoje conseguem atravessar idiomas, países e leitores? Reunindo autores reconhecidos pelo Prêmio da União Europeia para a Literatura, a mesa mostra como a ficção contemporânea responde a temas urgentes — da crise climática e da memória histórica às tecnologias e ao futuro. Uma conversa sobre tradução, circulação de livros e o poder da literatura de criar conexões inesperadas entre culturas.
17:00–17:45 — Da Europa para a Estante: caminhos para publicar literatura traduzida
Português
Com instituições culturais europeias, incluindo Goethe-Institut e representação da França
Uma sessão direta e prática para quem quer transformar interesse editorial em livros publicados. A atividade apresenta oportunidades de financiamento para tradução oferecidas por instituições culturais europeias, aproximando editoras, tradutores e profissionais do livro de caminhos concretos para ampliar a presença da literatura europeia em português e fortalecer a cooperação literária entre Brasil e União Europeia.
18:00–19:15 — A Travessia das Línguas: tradução, circulação e poder cultural
Inglês/Português
Com Marcelo Paiva de Souza (Polônia-Brasil), Guilherme da Silva Braga (Brasil), Giselle Eberspäche (Brasil)
Sem tradução, muitas histórias simplesmente não chegam. Esta mesa propõe olhar a tradução como uma infraestrutura essencial da cultura: o que permite que ideias circulem, que vozes atravessem fronteiras e que leitores encontrem mundos que antes estavam distantes. O debate aborda desigualdades estruturais, diversidade no campo editorial e os impactos da inteligência artificial sobre o futuro da tradução.
23 de julho - quinta-feira
24 de julho - sexta-feira
10:00–11:00 — Leitura infantil — Píppi Meialonga
Português
Uma das personagens mais livres, fortes e irreverentes da literatura infantil europeia chega à Casa Europa em uma leitura dinâmica e participativa. A atividade convida crianças e famílias a entrar no universo brincante de Píppi Meialonga, estimulando imaginação, autonomia e diálogo intercultural a partir de um clássico que segue encantando gerações. Uma leitura dinâmica e participativa dedicada à personagem criada por Astrid Lindgren, com apoio da Embaixada da Suécia.
11:15–12:30 — A Europa que você não vê: histórias de paisagens invisíveis
Inglês/Português
Com Michelle Gallen (Irlanda), Eliasz Chmiel (Polônia) e Boštjan Videmšek (Eslovênia)
Nem toda Europa cabe nos cartões-postais. Por meio da literatura e da reportagem, esta mesa percorre comunidades rurais, regiões de fronteira, cidades pós-industriais e sociedades marcadas por transformações históricas profundas. A conversa revela uma Europa menos óbvia, feita de memória, resistência e mudança — e justamente por isso essencial para compreender o continente hoje.
14:00–15:30 — Mulheres que Atravessam Mundos: literatura, memória e território
Inglês/Português
Com Ayoko Mensah (Bélgica), Sueli Menezes (Áustria/Brasil), Carmen Stephan (Alemanha) e Paula Macedo Weiss (Brasil/Alemanha)
Entre Brasil, Europa e outras geografias afetivas, esta conversa reúne autoras que transformam deslocamento, memória e imaginação em literatura. A mesa discute como mulheres que atravessam fronteiras de língua, território, corpo e pertencimento, reinventam os mundos que habitam e criam novas formas de narrar lugares, identidades e experiências.
15:30–16:30 — Literatura como território: quem pertence aonde?
Francês/Português
Com Eve Guerra (França) em conversa com Adriana Ferreira (Brasil)
Uma cidade, uma língua ou uma lembrança podem se tornar uma casa? Neste encontro, Eve Guerra e Adriana Ferreira conversam sobre territórios vividos, herdados e reinventados pela literatura. A partir de experiências urbanas, deslocamentos, memórias familiares e vínculos construídos entre diferentes lugares e culturas, as autoras refletem sobre as muitas formas de habitar o mundo. Uma conversa sobre como a escrita desenha mapas afetivos, reivindica espaços e transforma pertencimento, identidade e memória em narrativa.
16:30–17:30 — Escrever contra o esquecimento: memória, infância e ficção
Italiano/Português
Nicoletta Verna (Itália), em conversa com Paula Novais (Brasil) e moderação de Carolina Pavese
Como a ficção pode devolver vida às histórias que o tempo tentou apagar? A partir da obra de Nicoletta Verna, esta conversa investiga as relações entre memória familiar, infância, violência política e herança histórica. Em diálogo com uma autora brasileira, o encontro reflete sobre como a literatura transforma silêncios privados e traumas coletivos em narrativa, revelando as marcas que o passado deixa nos corpos, nas casas e nas gerações seguintes.
18:00–19:00 — Futuros sob pressão: escrever o amanhã em tempos de crise
Inglês/Português
Com Piia Leino (Finlândia), Theis Ørntoft (Dinamarca) e Ana Rüsche (Brasil)
Como imaginar o futuro quando o presente parece tão instável? Reunindo vozes da ficção e da não ficção, esta mesa debate como a literatura responde às grandes pressões do nosso tempo: crise climática, tecnologia, conflitos, fragmentação social e mudanças democráticas. Uma conversa sobre os futuros que inventamos — e sobre o que eles revelam das nossas urgências de agora.
19h30 — A Suécia convida: Noite Europeia de Vozes
Uma noite leve, musical e participativa para celebrar idiomas, canções e repertórios europeus. Em formato de karaokê, a atividade aproxima Estados Membros, autores, convidados e público em uma experiência cultural compartilhada, informal e divertida.
25 de julho - sábado
10:00–11:00 - Entre Patinhos, Sereias e Reinos Distantes: uma oficina com Andersen - Programação Infantil
Português
Autor de histórias que atravessaram gerações, como O Patinho Feio, A Pequena Sereia, A Roupa Nova do Imperador e A Menina dos Fósforos, o dinamarquês Hans Christian Andersen segue encantando leitores de todas as idades. Nesta leitura-oficina, crianças e educadores são convidados a redescobrir seus contos por meio da escuta, da imaginação e de atividades participativas. A partir de temas como identidade, transformação, diferença e coragem, a atividade mostra como histórias clássicas continuam abrindo caminhos para pensar o mundo de hoje.
11:00–12:15 - O que o silêncio esconde: vozes de mulheres, literatura e justiça
Francês/Português
Com Nathacha Appanah (França) e Micheliny Verunschk (Brasil)
Neste diálogo entre duas importantes vozes da literatura contemporânea, Nathacha Appanah e Micheliny Verunschk conversam sobre como a ficção pode revelar histórias marcadas pelo silêncio, pela violência e pelo apagamento. A partir de suas obras, as autoras refletem sobre memória, trauma, colonialidade, violência contra mulheres, infância e os limites da linguagem diante da dor. Entre o Brasil, a ilha Maurício e a Europa, a conversa propõe pensar a literatura como espaço de restituição simbólica: um lugar onde vidas silenciadas podem enfim ser escutadas, imaginadas e reconhecidas.
14:00–15:00 — Lar, exílio e pertencimento: o que faz um lugar ser casa?
Inglês/Português
Eduardo Halfon (Espanha), em conversa com Ayoko Mensah (Bélgica)
Casa pode ser um endereço, uma língua, uma memória ou uma história carregada por gerações. Nesta conversa, Kamel Daoud e Eduardo Halfon discutem como a literatura atravessa exílio, deslocamento e busca por raízes, conectando países, histórias e identidades. Uma mesa sobre o que permanece em nós quando mudamos de lugar — e sobre o que a escrita é capaz de reconstruir.
15:30–17:00 — Passaporte do Leitor Europeu
Italiano/Inglês/Português
Uma experiência participativa para circular pela Casa Europa e descobrir novas vozes da literatura europeia contemporânea. O público será convidado a conhecer obras e autores de diferentes países, criando seu próprio percurso de leitura. A atividade destaca livros de Michelle Gallen (Irlanda), Piia Leino (Finlândia), Boštjan Videmšek (Eslovênia) e Nicoletta Verna (Itália).
17:00–17:45 — Sabores que Atravessam Fronteiras
Cooking show com o chef Ramão Hendrischky
Há histórias que viajam em livros. Outras chegam à mesa. A experiência apresenta produtos brasileiros e europeus reconhecidos por Indicação Geográfica, revelando as memórias, os saberes e os modos de fazer presentes em cada ingrediente. Entre aromas, receitas e histórias de origem, a atividade propõe uma travessia entre Brasil e Europa por meio da gastronomia.
18:00–19:00 — Narrar o Fim do Mundo: literatura, jornalismo e testemunho
Inglês/Português
Com Boštjan Videmšek (Eslovênia) e Raquel Cozer (Brasil).
Como narrar crises sem reduzir pessoas e territórios à catástrofe? A partir de experiências em zonas de conflito, rotas migratórias, Amazônia e comunidades afetadas por mudanças ambientais e sociais, esta conversa discute como jornalismo e literatura podem transformar acontecimentos extremos em narrativas humanas.
19:30–21:00 — Ucrânia vista de dentro: Andrei Kurkov em conversa
Inglês/Português
Com Andrei Kurkov (Ucrânia), em conversa com Patrícia Campos Mello (Brasil)
Como a literatura testemunha a vida cotidiana quando a guerra transforma tudo? Nesta conversa, Andrei Kurkov fala sobre a Ucrânia a partir da ficção, dos diários e da experiência vivida, passando pelo humor sombrio e pelo surrealismo de seus romances até seus textos recentes sobre guerra, memória e resistência nacional. Uma entrevista sobre casa, língua, identidade e o papel dos escritores em preservar a experiência humana para além das manchetes.
CONTATO
Vozes da Casa Europa
Autores, tradutores, pesquisadores, jornalistas e representantes culturais do Brasil e da Europa se encontram na Casa Europa para três dias de conversas, leituras e experiências literárias. Conheça os convidados:
Adriana Ferreira Silva é jornalista, escritora, apresentadora e curadora, com enfoque em temáticas interseccionais de gênero e raciais. Coautora do livro Democracia para quem? - Ensaios de resistência (ed. Boitempo), colabora para as revistas Quatro Cinco Um e Numéro Brasil. Como moderadora, atuou em eventos como Flip - Festa Literária Internacional de Paraty e Littérature Live Festival, em Lyon (França). Foi correspondente em Paris, trabalhou nas redações de Marie Claire, Vogue, Veja SP, Folha de S.Paulo e como colunista da rádio CBN e Nexo Jornal

Ana Rüsche é escritora e pesquisadora. Seus últimos livros são o romance “Carga viva” (Rocco, 2025) e os livros de crítica “Quimeras do agora: Literatura, ecologia e imaginação política no Antropoceno” (Bandeirola, 2025) e “Inesquecíveis: quatro séculos de poetas brasileiras” (Bazar do Tempo, 2026, coautoria com Lubi Prates). Concluiu o Pós-Doutorado na Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) sobre literatura e crise climática. É professora substituta na Universidade de Brasília (UnB), na Teoria Literária. Foi publicada na China, Colômbia, Coreia do Sul, Estados Unidos, Itália e México. Mantém a newsletter Anacronista.

Andrei Kurkov é o principal nome da literatura ucraniana contemporânea. Autor de dezenas de romances, livros para crianças e roteiros, é conhecido pelo tom irônico e o senso de absurdo de sua prosa de ficção. Também publica artigos na imprensa internacional, como The New York Times, The Guardian, Libération, Le Monde, Die Welt, Die Zeit. Ganhador do Prêmio Especial do Orwell Prize for Political Writing (2026), Prix Médicis (França, 2022), do Halldór Laxness International Literary Prize (Islândia, 2022), do National Critic Circle Award (Estados Unidos, 2023), foi finalista do International Booker Prize (Inglaterra, 2023 e 2024), e presidente da PEN Ucrânia. Escreveu seus primeiros livros enquanto trabalhava como agente penitenciário em Odessa. Traduzido para 45 idiomas, o autor tornou-se presença constante na imprensa internacional desde o início de 2022, revelando a situação da Ucrânia e a resistência à invasão russa.

Ayoko Mensah é curadora, consultora e autora, e há mais de vinte e cinco anos desenvolve seu trabalho sobre e com cenas artísticas africanas e afrodescendentes. De origem togolesa e nascida na França, possui formação em Literatura, Jornalismo e Gestão Cultural, também na França. Desde 2024, trabalha na Casa da História Europeia, em Bruxelas. Anteriormente, atuou no Centro de Belas Artes de Bruxelas (BOZAR). Suas exposições recentes incluem Pós-colonial? (2026), (Des)colonizações: artistas africanos questionam a história (2026) e Animismo Universal (2025). Desde 2000, Mensah também trabalha como consultora para diversas organizações, entre elas UNESCO, Comissão Europeia, EUNIC, Grupo de Estados ACP, AfricaMuseum e Ópera de Paris. Foi convidada como palestrante em conferências internacionais na África, Europa, Brasil, Estados Unidos e China. Mensah é coautora de vários livros e escreveu mais de uma centena de artigos em diferentes meios de comunicação.
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Bostjan Videmsek é um jornalista, correspondente de guerra e escritor esloveno. Ao longo dos últimos 30 anos, cobriu algumas das principais zonas de conflito do mundo. Também escreve sobre mudanças climáticas e questões ecológicas centrais. Seu trabalho já foi publicado por importantes revistas, redes e jornais internacionais, incluindo The New York Times, CNN International, BBC, The Boston Globe, Le Figaro, Der Spiegel, Stern, The Sydney Morning Herald e Politico. Videmsek é autor de 11 livros sobre conflitos, migração, mudanças climáticas e extinção de espécies, além de um romance. Entre suas obras mais reconhecidas estão Plan B — traduzido para o inglês e também para o português —, Dispatches from the Frontlines of Humanity e The Last Two. Seu novo livro, Hot North, com lançamento previsto para setembro, aborda o derretimento do Ártico. Ele também é autor de duas peças de teatro. Videmsek recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais e foi nomeado um dos Young European Leaders em 2015.

Carmen Stephan nasceu em agosto 1974, em Berching, na Alemanha, e atualmente vive na Bahia. Em 2005, publicou a coletânea de contos Brasília stories, baseada em suas experiências no Rio de Janeiro, onde viveu por anos, e, em 2017, o romance It’s all true. Recém-publicado no Brasil, seu livro Malária (Tinta-da-China Brasil, 2026) venceu os prêmios Jürgen Ponto-Stiftung e Buddenbrookhaus para romances de estreia.

Eliasz Chmiel é polonês naturalizado brasileiro, escritor, tradutor, editor, pesquisador de literatura brasileira e produtor de conteúdo cultural. Autor do romance “Rozdroża 1999”, da tradução de “Torto Arado” de Itamar Vieira Jr. para polonês, uma tese de doutorado sobre a obra de Jorge Amado e artigos acadêmicos escritos em português, espanhol, inglês e polonês. Foi coordenador editorial na editora polonesa Wydawnictwo GlowBook. Premiado pelo Programa de Apoio à Literatura do Instytut Literatury, bolsista da Escola Doutoral da Universidade de Breslávia, dos programas de intercâmbio acadêmico Erasmus (Universitat de València, Espanha), Erasmus+ (Universidade do Porto, Portugal) e do Programa STER (Universidade Federal de Pernambuco). Mora no Brasil, onde pretende publicar seu primeiro romance em português.

Ève Guerra nasceu em Mossendjo, República do Congo, de onde fugiu durante a guerra civil de 1997-1999, aos nove anos de idade. Escritora de prosa e poesia, foi finalista de doze prêmios literários nacionais e internacionais, incluindo o Prix de la Version Femina, o Prix des Cinq e o Prix Québec-France Marie-Claire Blais. Em fevereiro de 2025, tornou-se residente da Fundação Jan Michalski para a Escrita e a Literatura, na Suíça, antes de presidir como madrinha, em maio do mesmo ano, a segunda edição do Prêmio Goncourt do Canadá, a convite do Instituto Francês de Ottawa e Montreal. Em outubro de 2022, publicou sua primeira coletânea de poesia, Corps profonds, e, em janeiro de 2024, lançou seu primeiro romance, Repatriação (Companhia das Letras, 2025), vagamente baseado em sua vida e vencedor do Prêmio Transfuge de Melhor Primeiro Romance e do Prêmio Goncourt de Primeiro Romance.

Guilherme da Silva Braga é doutor e mestre em Estudos de Literatura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul com pós-doutorado em tradução literária pela Universidade de Coimbra (Portugal). Ofereceu palestras, oficinas e disciplinas relacionadas a tradução em instituições de ensino superior no Brasil, na Irlanda e em Portugal. Como tradutor literário, teve publicadas cerca de oitenta traduções de obras clássicas e modernas feitas a partir do inglês, do sueco, do norueguês e do dinamarquês para as principais editoras do Brasil. Em 2023 recebeu o prêmio de tradução literária oferecido pela NORLA – Norwegian Literature Abroad (Noruega), e em 2024 ganhou o prêmio de tradução da APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes pela tradução de É a Ales (Companhia das Letras) de Jon Fosse.

Marcelo Paiva de Souza é Professor Titular do Departamento de Polonês, Alemão e Letras Clássicas e da Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Paraná, tradutor. Publicou, entre outros, Teatr niepokoju. Studium porównawcze dramaturgii Stanisława Ignacego Witkiewicza i Oswalda de Andrade (Kraków: Universitas, 2001) e Sob o signo de Babel: literatura e poéticas da tradução (organização com Raimundo Carvalho e Wilberth Salgueiro; Vitória: Flor&Cultura, 2006); e, entre outras traduções, Ida Fink, A viagem (Rio de Janeiro: Imago, 1998), Jacopone da Todi, Flagelo e amor (org., introd. e trad.; Brasília: Editora UnB, 2006), Dorota Masłowska, Branco neve, vermelho Rússia (Rio de Janeiro: Record, 2007), Hermann Keyserling, Meditações sul-americanas (introd. e trad.; Brasília: Ed. Unb, 2009), Czesław Miłosz, O testemunho da poesia: seis conferências sobre as aflições de nosso século (trad., introd. e notas; Curitiba: Ed. UFPR, 2012), Czesław Miłosz, Para isso fui chamado: poemas (sel., introd. e trad.; São Paulo: Companhia das Letras, 2023) e Witold Gombrowicz, Ivone, princesa da Borgonha (org., trad. e introd.; São Paulo: n-1 edições, 2025).

Michelle Gallen é uma escritora irlandesa nascida em uma região próxima à fronteira entre a República da Irlanda e o Reino Unido, marcada pelo legado dos conflitos conhecidos como The Troubles. Vive em Dublin com o marido e os filhos. Estudou Literatura Inglesa no Trinity College Dublin e possui mestrado em Estudos Editoriais.
Sua obra combina humor ácido, crítica social e personagens femininas intensas, explorando temas como violência política, pobreza, memória, classe, religião e pertencimento. É autora dos romances Big Girl, Small Town e Factory Girls, ambos indicados a importantes prêmios literários e em adaptação para a televisão. Factory Girls venceu o Comedy Women in Print Prize. Seu terceiro romance, China Bull, será publicado em 2027.

Nicoletta Verna nasceu em Forlì, mas vive em Florença, onde trabalha como editora de ficção italiana. Publicou Il valore affettivo (Einaudi, 2021), que recebeu uma menção especial no Prêmio Calvino. Em 2024, lançou I giorni di Vetro, romance que recebeu diversos prêmios, incluindo o EUPL — Prêmio de Literatura da União Europeia — e o The Bridge Book Award na categoria Ficção Italiana. A obra está atualmente em processo de tradução em 30 países. Em 2025, publicou L’inverno delle stelle (Rizzoli), seu primeiro romance voltado ao público jovem. Em 2026, estreou seu primeiro espetáculo teatral solo, My Name Is Mary Stuart. Também escreve contos e é colunista do jornal La Stampa.

Patrícia Campos Mello é repórter especial da Folha de S.Paulo e comentarista da TV Cultura. Foi vencedora do Prêmio Maria Moors Cabot da Columbia University, Prêmio Internacional.de Liberdade de Imprensa, prêmio de Excelência da Fundação Gabo, prêmio Vladimir Herzog, prêmio de Jornalismo do Rei da Espanha, prêmio de Jornalismo Humanitário da Cruz Vermelha. É formada em Jornalismo pela USP e tem mestrado pela Universidade de Nova York. Foi pesquisadora associada na Columbia University. Nos últimos meses, cobriu a guerra no Irã, a guerra contra os curdos na Síria, o front no leste da Ucrânia, a queda de Assad na Síria e a guerra de Israel no Líbano. Esteve diversas vezes na Síria, Iraque, Turquia, Líbia, Líbano, Ucrânia e Quênia fazendo reportagens sobre os refugiados e a guerra. É autora de “Lua de Mel em Kobane” e "Máquina do Ódio". Foi a única repórter brasileira a cobrir a epidemia de ebola em Serra Leoa em 2014 e 2015. Cobriu a pandemia de COVID-19 em hospitais públicos.Foi correspondente em Washington do jornal Estado de S. Paulo de 2006 a 2010. Cobriu as eleições americanas de 2008, 2012, 2016, 2020 e 2024, e as indianas em 2014, 2019 e 2024, a guerra do Afeganistão em 2009 e os atentados de 11 de setembro em NY.

Paula Macedo Weiss é mestre e doutora em direito pela Universidade de Tübingen (Alemanha), presidente da Fundação do Museu de Artes Aplicadas em Frankfurt e membro do conselho do Instituto Leibniz para a Investigação da Paz e dos Conflitos. É vice-presidente do KW Instituto de Arte Contemporânea em Berlim e da Bienal de Berlim. Integra o Conselho Consultivo Internacional da Bienal de São Paulo e o Observatório da Democracia da Advocacia-Geral da União (AGU). Publicou “Entre nós” (2021), “Democracia em movimento” (2022), “Aurea” (2023) e “Solo” (2026).

Paula Novais é escritora e advogada. Graduada em Direito pela UERJ, é natural de Minas Gerais e vive no Rio de Janeiro. Foi premiada pela União Brasileira de Escritores (UBE) nos concursos Anna Maria Martins (contos) e Ruth Guimarães (crônicas). Em 2022, publicou seu primeiro livro, Ambidestria, de contos. Em 2025, recebeu o Prêmio Caminhos de Literatura por seu romance de estreia, Gaiolas de concreto armado.

Piia Leino trabalhou por quase duas décadas como jornalista na agência de notícias finlandesa STT. Possui mestrado em Ciências Sociais e estudou escrita criativa na renomada Critical Academy, em Helsinque.O primeiro romance de Leino, The Ugly Cashier (2016), aborda com humor os reality shows e as pressões enfrentadas pelas mulheres. Ela ganhou projeção internacional já com seu segundo romance, o thriller distópico Heaven (2018), vendido para mais de dez territórios e vencedor do Prêmio de Literatura da União Europeia e do Helmet Prize.Seu terceiro romance, o muito elogiado Overtime (2020), também se passa na Finlândia dos anos 2050, onde a lacuna de sustentabilidade foi resolvida de forma implacável. Apogee (2021) é um romance policial de ficção científica, uma continuação independente, surpreendentemente original, dessas visões de futuro.

Ramão Hendrischky é Chef de Cozinha, professor e consultor gastronômico com mais de 30 anos de experiência em cozinhas internacionais.
Coordenador e Professor de Gastronomia da Estácio Maracanã, Consultor do SEBRAE e Diretor Social da ONG CECAMP, dedica sua carreira à formação de profissionais e ao desenvolvimento de projetos gastronômicos e sociais.
Reconhecido internacionalmente, é Embaixador no Brasil da World Master Chefs Society (Reino Unido), Jurado Oficial do Gastro Bodrum World Chef (Turquia) e autor de artigos publicados no exterior.

Raquel Cozer é jornalista, editora de livros, pesquisadora e roteirista para o audiovisual. Apresenta o programa Notas de Rodapé no canal de notícias online Amado Mundo, e está escrevendo uma biografia de Lygia Fagundes Telles para a Companhia das Letras. Formada em jornalismo pela UFRJ, foi colunista de literatura, mercado editorial e políticas de livro e leitura na Folha e no Estadão, além de ter atuado como editora na Planeta, Intrínseca e HarperCollins, onde foi diretora editorial.

Sueli Menezes nasceu na Amazônia brasileira e vive na Áustria há mais de 38 anos. Escritora de trajetória internacional, construiu sua obra a partir das memórias de infância na floresta e de sua profunda conexão com a cultura amazônica, abordando temas como identidade, natureza, diversidade cultural e valores humanos. É autora da autobiografia Amazonaskind (Filha da Amazônia), publicada em 2004, e de Die Amazonasfrau (A Mulher da Amazônia), de 2011. Também escreveu livros infantis traduzidos para mais de 16 idiomas, com destaque para obras dedicadas à preservação ambiental e ao respeito à natureza. Em 2026, foi convidada pelo Ministério Federal para Assuntos Europeus e Internacionais da Áustria para representar a literatura austríaca na FLIP, marcando um importante reencontro de sua obra com o público brasileiro.

Tatiany Leite é criadora do projeto Vá ler um Livro. Jornalista, co-idealizou um podcast LGTBQIAP+ que foi acelerado pelo Spotify durante dois anos (Biscoito Podcast) e comandou o podcast da editora Todavia. Também criou uma coleção de livros clássicos pela editora Planeta e hoje é mediadora de dois clubes de leitura: o da Biblion (Governo do Estado de SP) e da Estante Virtual. Integrou o comitê de produção literária do Tiktok Brasil (2025) e é curadora de conteúdo do Teatro YouTube e Nubank Arte Lab.

Theis Ørntoft é um romancista dinamarquês. Seus livros mais recentes são Solar (2018) e Jordisk (Terreno) (2023), pelo qual recebeu o Prêmio de Literatura da União Europeia 2024 e o Prêmio Per Olov Enquist 2024. O romance também foi indicado ao Prêmio de Literatura do Conselho Nórdico 2024 e ao Prêmio de Romance da DR, entre muitos outros. Em maio de 2025, Ørntoft publicou Habitat, um romance autobiográfico sobre as correntes sombrias da mente, a sexualidade e a civilização moderna. Em maio de 2026, foi publicada sua obra ensaística Beyond the Lithium Mountains – On Green Lies and Dark Hopes (Além das Montanhas de Lítio – Sobre Mentiras Verdes e Esperanças Sombrias). O ensaio é, entre outras coisas, uma tentativa muito direta de confrontar as repressões da humanidade tardo-moderna.

REALIZAÇÃO E PARCEIROS
Realização
A Casa Europa é uma iniciativa da Delegação da União Europeia no Brasil, por meio do EU Policy and Outreach Partnership, com a participação dos Estados-Membros da União Europeia e o apoio de instituições e parceiros que contribuem para a realização da programação.
Apoio
ESTADOS-MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA



Embaixada da Alemanha no Brasil
Embaixada da Áustria no Brasil
Embaixada da Bélgica no Brasil
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Embaixada da Bulgária no Brasil
Embaixada da Chéquia no Brasil
Embaixada de Chipre no Brasil

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Embaixada da Croácia no Brasil
Embaixada da Dinamarca no Brasil
Embaixada da Eslováquia no Brasil
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Embaixada da Eslovênia no Brasil
Embaixada da Espanha no Brasil
Embaixada da Estônia no Brasil

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Embaixada da Finlândia no Brasil
Embaixada da França no Brasil
Embaixada da Grécia no Brasil
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Embaixada da Hungria no Brasil
Embaixada da Irlanda no Brasil
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Embaixada de Luxemburgo no Brasil
Embaixada de Malta no Brasil
Embaixada dos Países Baixos no Brasil

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Embaixada da Polônia no Brasil
Embaixada de Portugal no Brasil
Embaixada da Romênia no Brasil

Embaixada da Suécia no Brasil
PARCEIROS INSTITUCIONAIS


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MOBILIÁRIO E AMBIENTAÇÃO


Delegação da União Europeia no Brasil

24ª Festa Literária Internacional de Paraty
CONTATO
Fale com a Casa Europa
Para informações sobre a Casa Europa na Festa Literária Internacional de Paraty 2026, entre em contato com a equipe responsável.
IMPRENSA:
Para solicitações de entrevistas, credenciamento, informações para veículos de comunicação, imagens, releases e materiais de divulgação:
Noeli Menezes - noeli.menezes@eupopbr.eu
Gabriela Bernardes - gabriela.bernardes@eupopbr.eu
CONTATO GERAL:
Para dúvidas sobre a programação, funcionamento da Casa Europa, atividades abertas ao público, participação e informações gerais:
contact@eupopbr.eu
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